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  • Glossário Textil e Curiosidades – parte 8

    Glossário Textil e Curiosidades – parte 8

    Abaixo a continuação do glossário sobre tecidosmoda e termos afins. Nosso objetivo, longe de esgotar o assunto, foi o de prestar um auxilio as pessoas que procuram informações nesta área, por isto estamos sempre fazendo pesquisas para mantê-la atualizada e ampliarmos as informações. Fique a vontade para comentar e somar informações.

    Acesse as publicações anteriores deste glossário: Glossário – parte 1 letra “A” , Glossário – parte 2 letra “B” , Glossário parte 3 – letra “C” ,  Glossário – parte 4 – letra “D” , Glossário – parte 5 – letra “E” , Glossário – parte 6 – letra “F” e Glossario – parte 7 – letra “G”

    Helanca®tecido elástico para calças e bermudas, produzido com fio de poliamida texturizado por falsa torção geralmente colocado na trama (a helanca geralmente tem elasticidade no sentido lateral). Nome derivado de marca registrada do fio texturizado. 
    Hidrocarboneto: composto constituído apenas por carbono e hidrogênio.(Os hidrocarbonetos insaturados compreendem os alcenos, os alcinos e os hidrocarbonetos aromáticos). 
    Índigo Blue: nome do tecido utilizado universalmente para calças jeans. O nome índigo é uma alusão à planta indiana chama “Indigus” a qual continha em sua raiz um corante de coloração natural azul e na época servia de base para tingimento nas tribos. Hoje o índigo se define como corante para calças jeans em tons de azul. 
    Irisado: tecido com acabamento para dar aspecto semelhante ao Arco-Íris. 
    Jacquard (Joseph-Marie Jacquard):Nascido em Lyon em 1752, filho de tecelão, faleceu em 1834. Inventou a maquineta deste nome (ou seja, do Façonné) em 1790. Terminou a primeira maquineta em 1800. Ela tinha por finalidade movimentar os fios de urdume com um só tecelão e, assim, eliminar os “tireurs de lacs” (meninos instalados em cima do tear para levantar os fios à mão). Dessa forma foi suprimido o uso de 3 tecelãos e 2 tecelãs por tear; por esse motivo, no início, esta maquineta foi muito mal acolhida. O princípio desta invenção é utilizar um papel sem fim (ou vários cartões) previamente perfurados, para selecionar o levantamento dos fios que devam criar os motivos decorativos do tecido.

    São efetuadas quatro operações para realização do tecido Jacquard, a saber:

    1. Esboço: Em francês “esquisse”, que é a representação gráfica e colorida, sobre papel, do futuro desenho jacquard ou do estampado;
    2. Mise en carte: Operação que consiste em pintar o “papier de mise en carte”, para reproduzir o esboço do futuro tecido jacquard. Este papel é quadriculado para representar o cruzamento dos fios de urdume e de trama.
      O quadriculado pode ser de vários tamanhos, conforme a proporção de fios e batidas (Ex: tecido com 05 fios/40 batidas, papel 10/8). Neste papel são pintadas as formas e/ou os desenhos de todos os motivos do jacquard, considerando a quantidade de agulhas da maquineta jacquard (Vincenzy ou Verdol) e a densidade final do tecido. Antigamente neste papel eram pintados todos os desenhos que participavam da composição do jacquard. Atualmente, o “ligasse” sendo dito como “acelerado” no papel, pinta-se apenas a forma desejada com uma cor lisa e diferente, para cada desenho. Embaixo ou no avesso do papel se traça um recorte de cada desenho, os quais são após utilizados para furar todos os cartões. Este sistema simplificou muito o trabalho de “Mise em carte”. A pessoa encarregada deste serviço chama-se “metteur en carte” (ver traçados anexos).
    3. Leitura: a leitura ou “lisage” em francês, é a operação que consiste em furar os cartões ou o papel Verdol, para um desenho jacquard, a partir do papel de “Mise en carte”. Operação realizada pelo “Liseur”.
    4. Tecimento.

    As maquinetas Jacquard se dividem em 3 grupos principais, conforme o tipo de cartão ou papelão e a densidade das agulhas. Cada uma leva o nome do inventor:

    1) Sistema Jacquard: Densidade: 104, 400, 600, 700, 900, 1000, 1200 agulhas (úteis para o tecido). O defeito da Jacquard era usar agulhas grossas e cartões pesados e volumosos (1 cartão para cada trama).
    2) Sistema Vincenzy: (1 cartão para cada trama), 384, 576, 768, 1152 (úteis para o tecido). Agulhas mais finas, cartões mais leves e menores.
    3) Sistema Verdol: (papel sem fim). 896 e 1344 agulhas (800 e 1200 para o tecido). Agulhas muito finas, papel sem fim, muito mais leve e mais fácil de manusear que os cartões. Atualmente muito utilizado. No Brasil se encontram os 2 sistemas: Vincenzy e Verdol. 

    Javanesa: tecido em ligamento tela, com fio de filamento de Viscose no urdume e fio de Viscose fiado na trama, muito usado em moda feminina. V
    Jeans: nome em inglês do fustão de algodão com ligamento sarja, ou seja, igual a brim, denim, coutil, atualmente na cor Azul Índigo. Jeans na gíria inglesa significa calça, macacão, etc. 
    Jersey ou Jérsei: tecido de malha leve e de ligamento simples, muito usado para lingerie. O tecido de jersey possui uma única face, é característica deste tecido repousar ao entrelaçamento de pontos na mesma direção, no lado direito, ao passo que no avesso notamos as laçadas produzidas de forma semicircular. A produção de tecido de jersey é feita em máquinas que possuem um único conjunto de agulhas (frontura). No entanto, também podemos tecê-lo em máquinas que disponham de dois conjuntos de agulhas (dupla frontura), onde naturalmente só se verificará o tecimento num dos conjuntos da agulha (frontura).Ver: Jersey (Trilobal) 
    Juta: fibra têxtil obtida da planta tiliácea. As fibras de juta são extraídas do caule de “plantas duras” , assim como o linho, o cânhamo, etc. Trata-se de plantas herbáceas anuais, ou seja, alcançam a maturidade no decorrer de um ano, produzindo sementes para os demais períodos de cultivo, porém exigindo, para um bom desenvolvimento, calor e umidade. Possuem um caule reto com circunferência de cerca de 3,80 cm e altura entre 1,5 e 3 metros. A fibra de juta apresenta, geralmente, um brilho sedoso e, quando comparada ao linho, é mais quebradiça, o que a impede de ser transformada em fios finos, já que os feixes não se separam tão bem no sentido longitudinal. Elas apresentam um fino “brilho” sedoso, um toque grosseiro e áspero, embora as de melhores qualidades sejam suaves e macias. A juta não é tão resistente nem tão durável quanto o linho, o cânhamo ou o rami carrera obstaculos hinchables.

    É uma fibra barata, e se encontra disponível em grande quantidade

    Além das aplicações mais comuns, como por exemplo, tecidos para sacos e telas de aniagem, os tecidos de juta, tem tido grande aceitação junto aos decoradores devido ao seu aspecto rústico

    Outras Características:As fibras não se alongam dentro de uma extensão apreciável; Apresentam baixa elasticidade; péssima recuperação à dobra, compressão ou amarrotamento; deterioram-se rapidamente com umidade, tornando-se quebradiças, fracas e escuras; tem menor resistência que o linhoou o algodão à ação de microorganismos. Ver: Jutas e Tecidos com Jutas

    Lã: fibra natural de origem animal, macia e ondulada obtida principalmente do pelo das ovelhas domésticas, e de outros animais como o camelo, a alpaca, as cabras de Angorá e de Kashmir, a lhama e a vicunha, e utilizadas na fabricação de tecidos.

    A lã se diferencia do pêlo pela natureza da superfície externa das fibras. A superfície varia de acordo com a espessura e a ondulação da fibra. Devido a essa ondulação, a lã tem uma elasticidade e uma resistência longitudinal maiores que outras fibras naturais.

    Características: quente e confortável, excelente isolante térmico; resistente ao amassamento; absorve bem a transpiração e a umidade; amarela e desbota quando exposta ao sol; baixa resistência ao atrito; atacada por traças, insetos e fungos; não resiste a produtos químicos; exige precauções durante a conservação.

    Laise: tecido leve de algodão, com aplicação de bordados. Originário da França. 
    Lamê: tecido liso ou jacquard, utilizando em trama fios metálicos, ouro, prata, etc. , muito utilizado na moda feminina e para roupas de carnaval. Ver:Lamê Samoa. 
    Laminados: são estruturas obtidas pela colagem de dois tecidos diferentes ou pela simples aplicação de um impermeabilizante químico a um tecido qualquer. 
    Lançadeira: peça do tear, que contém uma bobina (canela), em que se enrola o fio da trama, e com a qual o tecelão faz correr o fio da trama entre os da urdidura, peça análoga da máquinas de costurar, que leva a linha para formar a laçada no ponto fixo. 
    Liço: cada um dos fios, entre dois liçaróis ( travessas que seguram os liços) do tear, que sobem e descem para serem atravessados pelos fios datecelagem.

    Limite de Umidade: “Uma das mais importantes propriedades das fibras têxteis é a absorção de umidade, ou seja, a capacidade que cada fibra possui de absorver água do ambiente. As fibras naturais ou artificiais de origem celulósica têm alta capacidade de absorver umidade: por exemplo, cerca de 8,5% do peso do algodão e 14% do peso da viscose é composto por água, entre outras. Já as fibras sintéticas absorvem menos umidade: no poliéster, por exemplo, só 0,4% de seu peso é composto por água”. Fonte:Sérgio Ferreira Bastos (SENAI/CETIQT). 

    Linho: fibra natural de origem vegetal procedente do talo do linho, tem como principal característica, o aspecto rústico, o que natural de sua fibra quando combinado com a viscose torna-se bastante favorável ao processo de tingimento.

    O linho é uma fibra bastante forte. Os tecidos de linho são duráveis e fáceis de serem submetidos a certos trabalhos de manutenção, tais como a lavagem. Quando molhados, a resistência dos mesmos pode ser 20% superior ao mesmo tecido em estado normal. As fibras de linho têm aparência lustrosa. Este elevado “brilho” natural é proporcionado pela remoção de ceras e outros materiais.

    As fibras de linho não “encolhem” nem “alongam’. Os tecidos, assim como os dele feitos,também estão sujeitos a estas situações.

    Características: muito resistente e confortável; lava-se com facilidade; não encolhe; bom condutor de calor;amarrota com facilidade; atacado por fungos; queima com facilidade; Limite de umidade: 12%.

    Aplicações: confecção, cortinas, rouparia doméstica, lenços, etc. 

    Lona: tela pesada de algodão, destinada a recobrir cargas ou proteger produtos perecíveis, principalmente usada para caminhões. Atualmente a Lona pode ser feita com diversas matérias-primas além do algodão, como poliéster, poliamida, etc. e com diversos acabamentos, sendo muito utilizada, também, para confecção de bolsas, tênis, barracas, cadeiras de praia etc. Ver: Lona Colorida e Estampada. Voltar
    Lonita: tecido consistente de algodão liso, listrado ou xadrez, muito utilizado na confecção de jaquetas, toalhas de mesa capas, etc. Ver: Lonita Xadrez Renaux
    Lycra®fibra sintética inventada pela Du Pont, pertence à classificação genérica elastano das fibras sintéticas (conhecida como Spandex nos E.U.A. e Canadá) sendo descrito em termos químicos como um poliuretano segmentado. Sua notáveis propriedades de alongamento e recuperação enobrece tecidos, adicionando novas dimensões de caimento, conforto e contorno das roupas. Pode ser esticado quatro a sete vezes seu comprimento, retornando instantaneamente ao seu comprimento original quando sua tensão é relaxada. Resistente ao sol e água salgada, e retém sua característica flexível no uso e ao passar do tempo.

    Um tecido jamais é feito de 100% lycra, ele é usado em pequenas quantidades, sendo sempre combinado com outra fibra, natural ou sintética. A fim de preservar as qualidades e características da fibra principal, a lycra é revestida pela mesma, assim qualquer que seja a mistura, o tecido concebido com a lycra irá sempre conservar a aparência e toque da fibra principal. 

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  • Glossário Textil e Curiosidades – parte 7

    Glossário Textil e Curiosidades – parte 7

    Abaixo a continuação do glossário sobre tecidosmoda e termos afins. Nosso objetivo, longe de esgotar o assunto, foi o de prestar um auxilio as pessoas que procuram informações nesta área, por isto estamos sempre fazendo pesquisas para mantê-la atualizada e ampliarmos as informações. Fique a vontade para comentar e somar informações.

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    Gabardine ou Gabardina: tecido de algodão ou fio sintético, bem estruturado, com textura aparente de sarja 2/1, 3/1 ou múltipla, em um angulo de 45º, o que produz um aspecto diagonal. Aplicações: calça, capa, casacos de verão, etc. Ver: Gabardine Viena, Gabardine Extra, etc.

    Este nome também é dado a peça de vestuário feita com este tecido impermeabilizado, mais ou menos comprida, com ou sem capuz, usada para proteger da chuva; impermeável tobogan hinchable. A palavra “Gabardina” em espanhol significa sobretudo impermeável ou capa de chuva. 

    Galão: fita grossa, fantasia, tecida ou de passamanaria, rica e muito decorada, destinada a ornamentar chapéus, cortinas, vestidos, sapatos, ternos, etc. Muito usado no exército, para diferenciar a hierarquia dos militares.
    Gaufrage: tratamento de acabamento em calandra, onde o tecido passa 2 cilindros quentes e gravados, a fim de obter um efeito de alto relevo, destinado e enfeitar o tecido e imitar os desenhos do jacquard. 
    Gaze: tecido de algodão cardado, muito leve e transparente, com desenho “giro inglês”, utilizado em larga escala na medicina para curativos, intervenções cirúrgicas, etc., é também conhecido como bandagem. 
    Giro Inglês (“Gaze Anglaise”): Denominação utilizada para tipo ligamento ou tecido, a saber:

    1. Ligamento: desenho que permite produzir tecidos leves, transparentes e sem esgarçamento. O desenho tem, por característica principal, o fato de que os fios de urdume não somente levantam, como para o tecido convencional, mas ainda eles se cruzam entre si por pequenos grupos de 2, 3, 4, 5, etc. Para realizar este desenho, deve-se usar malhas especiais.
    2. Tecido:Tecido leve e transparente que não esgarça, com estrutura aberta amarrada por fios de urdume que se cruzam como malhas. Conhecido também como Leno, é originário de Lion, França. 
    Gobelin: tecido com desenho jacquard onde os fios de urdume deixam aparecer a trama mais clara ou mais escura provocando um efeito glacê. É um estilo de tecido muito usado em decoração, rico em detalhes e cores. Originário da França, era produzido pelos artesãos reais chamados Gobelins. 
    Godê: tecido cortado enviesadamente, na confecção de uma peça de vestuário, principalmente saia.
    Gorgurão: tecido encorpado, liso, jacquard ou estampado, geralmente misto de algodão e poliéster, com efeito canelado, muito utilizado para calças, decoração, estofamento, etc. Ver: Gorgurão Verona Artelano, Gorgurão Jacquard 2000 e Gorgurão Gênova.
    Gorgurinho: tecido semelhante ao gorgurão porém mais leve. Também muito utilizado em decoração, confecção de toalhas de mesa e guardanapo, etc. Ver: Gorgurinho Estampado.
    Gramatura: é a massa por unidade de superfície. Sua unidade de medida é gramas por metro quadrado, assim quando se diz que um tecido tem gramatura de 50, quer dizer que ele tem uma massa de 50 gramas por metro quadrado. O tecido pode ser avaliado através da gramatura conforme atabela anexa, onde “P” é o peso ou massa do tecido.
    Granité: tecido com aspecto de crepe ou granulado, produzido com os mais variados tipos de fibras, obtido por ligamento especifico, pela utilização defios com elevada torção, ou por ambos. Também conhecido como Musse. 
    Grège: nome do fio de seda natural quando é cru e sem torção. 
    Gros de Tours: tafetá com 2 batidas na mesma abertura de cala. Este desenho é o início da série dos ottoman, faille, gros, etc. Principalmente utilizado para as ourelas e para desenho jacquard, onde ele forma somente uma parte dos efeitos do tecido. Raramente usado em tecido liso, pois neste caso é mais vantajoso juntar a trama a 2 cabos e reduzir a quantidade de batidas.
    Guipure: tipo de renda fina feita a mão e transparente. 
  • Glossário Textil e Curiosidades – parte 5

    Glossário Textil e Curiosidades – parte 5

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    Elastano (Poliuretano): fibra química polimérica e sintética, obtida a partir do etano, que tem o grupo característico -NHCO2- na cadeia do polímero, também conhecido como “lycra”, as fibras elastoméricas exercem um papel complementar em relação às demais fibras têxteis (naturais ou químicas). Sua função específica é conferir elasticidade aos tecidos convencionais (de malha ou planos) o que permite confeccionar peças de vestuário que aderem ao corpo, acompanhando-lhe as formas sem tolher os movimentos. Essa característica as torna particularmente apropriadas à confecção de roupas de praia, roupas femininas e esportivas, roupas íntimas, meias e artigos para aplicações médicas e estéticas. As fibras elastoméricas possuem grande elasticidade (podem atingir até 5 vezes seu tamanho normal sem se romperem), resistência à abrasão e à deterioração pela ação de detergentes, loções, transpiração e diversos produtos químicos. Sua utilização se faz sempre em combinação com outras fibras convencionais em proporções que variam entre 5 e 20%.
    Enzime Wash: lavagem que confere aspecto “envelhecido” ao tecido com bom toque. Consiste em uma lavagem enzimática de 60 minutos a 40º C, depois passa por um processo de amaciamento. 
    Energy: tipo de malha semelhante a suplex, tendo como diferença o poliéster em sua composição ao invés da poliamida (composição aproximada: 90% poliéster/10% elastano), muito utilizada para blusas, boly (colant), calças, etc 
    Engomagem: técnica utilizada para conferir ao fio maior resistência, que consiste na aplicação de uma solução colante natural ou sintética. Geralmente usada na fabricação de tecidos com fios singelos. 
    Enfestado: diz-se do tecido dobrado ao meio, no sentido da largura, e assim enrolado na peça. Chama-se o lado da dobra do tecido enfestado de “festo” e as bordas de “ourelas”. 
    Entretela: tecido que se mete entre o forro e a fazenda de uma peça de vestuário, para lhe dar consistência, ou uma boa queda, ou para torná-la armada, sua aparência é de um morim bastante engomado. 
    Escocêstecido com ligamento tafetá ou sarja, de qualquer matéria prima, cujos fios são tintos em várias cores para produzir

    um efeito de xadrez de diferentes tonalidades, ou seja, uma mistura de listras e barras de tamanhos e cores idênticas. Este

    tecido tem por origem, a Escócia, onde cada família nobre, chamada de clã, tinha um tecido, em geral de , representativo do

    nome ou da região. O aspecto xadrez do tecido era distinto e representativo para cada família. Atualmente este tecido é

    também obtido com estampagem. Por analogia este tecido é também chamado de xadrez

    Esmerilagem: tratamento do tipo flanelagem, porém mais leve. A máquina lixa ou poli o tecido e, por esse motivo, o nome de esmeril, ou lixadeira.
    Espinha de Peixe: tecido com ligamento sarja quebrada, resultando num efeito zig-zag semelhante às espinhas de peixe.
    Estampagem: processo muito antigo, destinado a valorizar o aspecto de qualquer tecido. Foi iniciado na China e Egito, com pintura a mão e depois na Índia, Pérsia, etc. Na Índia foram utilizados 3 processos, todos a mão: 1) estampado com cera, 2) com gabarito, 3) com tábua. Foi introduzido na Europa no século XVIII. No tecido de seda foi utilizado o primeiro processo industrial: “Impression à la planche” (tábua). Uma tábua grossa e plana recebia uma fita de bronze em relevo, acompanhando o desenho desejado human whack a mole. Este recebia o corante e depois ela era aplicada sobre o tecido, no lugar desejado, para produzir o motivo decorativo. No início, este processo proporcionava apenas o contorno do desenho, sendo o restante pintado a mão. Atualmente existem 4 processos de estampagem:

    1. Com rolos: inventado em 1834, os cilindros de madeira, e depois de cobre, são gravados em relevo, cada um feito com rapidez e eficiência e, em conseqüência, foi rapidamente popularizado, atualmente utilizado para os desenhos pequenos, de poucas cores e de grande difusão.
    2. A quadro😮 tecido a ser estampado e colado sobre uma mesa comprida. Sobre um quadro revestido com uma tela muito fina é gravado pelo processo de fotogravura o desenho desejado. O quadro é aplicado sobre o tecido e a pasta com corante, contida nesta tela é aplicada em toda superfície e penetra através dos furinhos da tela, sobre o tecido, conforme o desenho. O quadro se desloca manual ou mecanicamente, ao longo da mesa, a cada reporte do desenho. Cada quadro estampa uma cor apenas, e assim a operação deve se repetir conforme a quantidade de cores do estampado. Processo ainda muito utilizado. Tem as seguintes vantagens: rapidez, versatilidade, variedade de cores, desenhos finos e nítidos, etc. Porém, o grave defeito é o encaixe dos quadros, sempre delicado e eliminando certos tipos de desenhos (listra, fundo liso).
    3. Cilindro Rotativo: processo recente, combinando o antigo sistema a rolos e o sistema a quadros. Neste caso a tela é uma chapa de inox cilíndrica e perfurada. É gravada pelo mesmo processo; colocada sobre o tecido (sempre colado sobre uma mesa, ou melhor, sobre um tapete transportador), ela recebe a pasta na parte inteira e gira, apoiada sobre o tecido. O andamento do pano é sincronizado com a rotação dos cilindros e contínuo. Assim, foi eliminado o encaixe do quadro e o andamento constante aumenta a rapidez da produção.
      Este processo tem as seguintes vantagens: maior rapidez, estampa qualquer tipo de desenho, nitidez, grande variedade de cores. Porém, ele exige uma instalação complexa de fotogravura e o cilindro é caro e delicado de manusear. Os processos já descritos exigem ainda, além disso, uma vaporização do tecido para fixar o corante, uma lavagem para tirar o excesso e finalmente o acabamento habitual.
    4. Papel Impresso: utiliza-se um papel previamente impresso, o qual é aplicado sobre o tecido. Os dois passam entre 2 cilindros quentes, de umacalandra e assim o corante do papel migra para o tecido, conforme o princípio de sublimação. Este processo reúne o máximo de vantagens: rapidez, nitidez, qualidade, etc., porém atualmente, sendo o papel importado, o custo é ainda elevado. Futuramente, para estampar grande quantidade de tecidos, talvez seja este processo o mais interessante.
    Estofo (“Étoffe”): nome genérico para qualquer tipo de entrelaçamento de fios, destinado a produzir um superfície plana, fluída e usada para o vestuário e o lar (tecido, malha, renda, bordado, tule, veludo, crochê, tricô, tapeçaria, feltro, etc.).Denominação também usada para tecido grosso, encorpado, em geral lavrado, usado especialmente para decoração, geralmente utilizado para forrar sofás, cadeiras, etc. e para reposteiros. Algodão, lãou outros materiais que se utiliza para acolchoar cadeiras, sofás, etc. 
    Estonagem: processo de lavagem do artigo em tambores que levam junto, as pedras de argila, chamadas de “Sinasitas” Durante a lavagem as pedras entram em atrito com o artigo deixando-o com um aspecto “batido”, mais “usado”. Oferece-se também o aspecto um pouco desbotado e amaciado.
    Étamine: tecido fino e telado, geralmente de algodão, usado em bordados de fios contados, como o ponto cruz. 
    Etano: hidrocarboneto saturado, gasoso, incolor e inodoro, fórmula: C2H6 . 
    Eteno (Etileno): hidrocarboneto Não-Saturado (Insaturado), gasoso, incolor, fórmula: C2H4. 
    Evasê: do francês “évasé” diz-se da peça de vestuário que se alarga para baixo, em forma de cone.
    Extrusão: consiste em pressionar a resina, em forma pastosa, através de furos finíssimos numa peça denominada fieira. Os filamentos que saem desses furos são imediatamente solidificados. Esse processo é denominado fiação, embora o termo, nesse contexto, pouco tenha a ver com a fiação tradicional da indústria têxtil. 

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  • Glossário Textil e Curiosidades – parte 4

    Glossário Textil e Curiosidades – parte 4

    Desculpe a demora em retomar o glossário, em conversas offline fiquei extremamente feliz que muitos compreenderam a importância do conhecimento destas palavras e expressões para afinar ainda mais a busca não apenas no mercado mais na internet, e assim, ter acesso de forma rápida a informações mais concretas e específicas. Agradecimentos especiais a Rafael, Michele e Renato de São Paulo,  Felipe e Julia de Santa Catarina, Fernando de Sertãozinho, Carla de Minas Gerais, Marcelo de Ilha Bela, valeu pelo toque e aqui está a continuação…

    Acesse as publicações anteriores deste glossário: Glossário – parte 1 letra “A” , Glossário – parte 2 letra “B” e Glossário parte 3 – letra “C”

    Abaixo você poderá visualizar a continuação do glossário sobre tecidos, moda e termos afins, clicando. Nosso objetivo, longe de esgotar o assunto, foi o de prestar um auxilio as pessoas que procuram informações nesta área, por isto estamos sempre fazendo pesquisas para mantê-la atualizada e ampliarmos as informações. Fique a vontade para comentar e somar informações.

    Acesse as demais publicações: 

    Glossário têxtil e Curiosidades – Parte 10

    Glossário têxtil e Curiosidades – Parte 9

    Glossário têxtil e Curiosidades – Parte 8

    Glossário têxtil e Curiosidades – Parte 7

    Glossário têxtil e Curiosidades – Parte 6

    Glossário têxtil e Curiosidades – Parte 5

    Glossário têxtil e Curiosidades – Parte 4

    Glossário têxtil e Curiosidades – Parte 3

    Glossário têxtil e Curiosidades – Parte 2

    Glossário têxtil e Curiosidades – Parte 1

    Damasco: tecido , normalmente com ligamento cetim, encorpado, de uma só cor, com fundo fosco e desenhos acetinados, que era usado em trajes de aparato e, atualmente, em estofos de luxo.Originalmente o Damasco era um tecido de seda ricamente decorado, trazido ao ocidente por Marco Polo no século XIII de suas viagens ao oriente. A cidade de Damasco era a principal entre o oriente e o ocidente e emprestou seu nome a esse tecido luxuoso. Atualmente são obtidos em teares com maquineta jacquard.
    Dégradé: tecido com listras ou barras, onde o efeito de cor muda de tonalidade, gradativamente de escura para clara (até branca) e depois recomeça identicamente. Em geral é feito a partir de uma só cor. Este efeito é geralmente obtido com fios tintos ou na estampagem. Antigamente era muito utilizado no jacquard. Por extensão, pode ser obtido este aspecto com brilhos de intensidade diferentes, com desenho apropriado (ver traçado). 
    Délavé: processo de lavagem estonada com aplicação de clareamento e alvejante químico, deixando o tecido com um visual mais macio que o simples estonado.
    Denim: tipo de coutil ou jeans , antigamente fabricado na cidade de “Nimes”, na França. Em geral, urdume Azul Índigo (foi utilizado para as velas no veleiro de Cristóvão Colombo, durante sua viagem de descoberta das Américas).
    Desenho (Armação, Construção ou Ligamento): traçado que permite planejar o entrelaçamento dos fios de urdume e de trama, para realizar qualquer tecido. É feito sobre um papel especial quadriculado e depois realizado no tecido através da “Maquineta de Desenho”. Uma construção simples necessita de apenas dois quadros de liços, uma vez que a trama entrelaça-se com o urdume cruzando-o um fio por cima e um fio por baixo, sucessivamente. Cada vez que o padrão vai ficando mais complexo, maior é a quantidade de quadros de liços necessária. Em Jacquard o nome usado é “dessin” (desenho), devido ao se tratar nesse caso, de um conjunto de desenhos. Os principais desenhos ou ligamentos são os tela ou tafetá, sarja ecetim .
    Devorê: tecido que apresenta desenhos com efeitos de transparência, produzido a partir de um tecido com fio celulósico binado com um fio de fibras sintéticas, estampado com produto corrosivo que destrói a fibra celulósica.
    Dicron: é uma malha stretch, elaborada com microfibra e elastano que garantem a maciez e a elasticidade da peça. O diferencial deste produto é o brilho discreto obtido através do uso de um fio iridescente que emite pequenos pontos de luz com o movimento e a incidência da luz sobre a peça.
    Drap: tecido de lã ou lã mista com seda, pesados e utilizados para uniformes, ternos, calças, casacos, etc. Semelhante a casimira. 
    Dry Fit: conceito utilizado para definir o tecido feito com 100% Poliéster, ou seja, o Suplex que, devido a sua estrutura e a titulagem do fio, proporciona um conforto propício para peças de esporte que exigem uma alta capacidade de transpiração. A peça com o conceito Dry Fit, possui o tecido com capacidade de tirar a umidade do corpo e transportá-lo para fora do tecido. “Dry fit” significa em inglês “Caimento seco”, justificando assim seu benefício.
    Dupla-Face: tecido com os dois lados reversíveis,ou seja, que tanto pode ser usado pelo direito como pelo avesso, e onde cada um deles apresenta um aspecto diferente, devido a utilização de 2 desenhos e, eventualmente, 2 urdumes e ou 2/3 tramas. Ex. Direito: ligamento cetim , Avesso: ligamento sarja3/2.
    Os pontos de ligação devem ser bem escondidos para serem pouco visíveis e somente no avesso. Utilizado para tecidos pesados, de alta costura ou para o inverno. Uso feminino e masculino. 

    nilton-01

    toro meccanico gonfiabile